"Depois de muito debater-me...após momentos intensos e infinitos de luta...
dos quais me lembro cada minuto...cada solavanco...contratempo...
recordo cada minuto no qual pensava...e não sentia...a alma se refugiava ao longe...
longe dos olhos...e do coração...ou sentia quando deveria pensar...
deixava que a raiva...a intolerância me tomasse...agora eu sei...
o quanto essa instabilidade me custou...sei o quanto me custa admitir meus erros...
superar minha inconstância...o quanto me fere o orgulho...
mas creio ser questão de tempo na vida de alguém...que essa resposta se apresente...
possa ser compreendida...mas para todos ela virá...com ou sem dor...mas virá...
o desejo de ser melhor...ser diferente...o desejo de mudar...
o desejo de ser importante à alguém...e de fazer alguém ser importante à você...
e saber disso...deixar que a brisa toque meu rosto...e traga a doçura do teu sentimento...
pra perto de mim...para que eu possa retribuir...na mesma moeda...
moeda que eu lanço às águas dessa fonte...para que meus desejos sejam realizados...
eu desperto para a plenitude da vida...e tudo de bom que ela possa me trazer...
eu me entrego...eu me sacrifico...
por você...
o AMOR...."
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
domingo, 13 de dezembro de 2009
Espetáculo Solitário
"Sinto frio....até o fundo d'alma...solidão como nunca...sinto um vazio...
um buraco...não sei se estou vivo...ou morto...prestes a cair no abismo...
pra não retornar mais...dor indescrítivel no peito...parece uma uma lança à trespassar-me...
como se um punho estivesse diretamente apertando meu coração...
com uma força inimaginável...dor que lacera minha sanidade...enfraquece o pensamento...
faz o coração morrer...a alma congelar...meu corpo arquea para frente...
como se estivesse murchando...como uma flor mal cuidada...
fruto dessa dor que entorpece...parece um filme na minha mente...tudo se repete...
em câmera lenta...de novo...de novo...e de novo...parece que estou à beira da morte...
quando tudo à sua volta esfria...você nao sente mais nada...só vê uma luz distante...
e alguém em um manto negro se aproximar...você se sente invadido por um medo...
que aos poucos toma conta de tudo ao seu redor...tudo que você imaginou...acreditou...
realizou...nada disso tem importância agora...tudo me foi tomado sem que eu esperasse...
inclusive minha alegria...da qual eu sempre estivera pleno...
e da qual sempre fiz com que os outros compartilhassem...eu tentei...sempre...eu tentei...
essa dor parece pequenos dardos gélidos...que me atingem inclementes...sempre no alvo...
no coração...que já não bate uniforme...dá sinais de cansaço...de se entregar...
minhas pernas vacilam, já sem forças...eu me entrego...à tristeza...à solidão...ao frio...à dor...
o meu apego parece em vão agora...nada justifica tentar mais...é o fim...
consigo ver ainda a ponta da lança...aparecer no meu peito...o sangue jorrar...
a vida esvair-se...cada gota é um grão a menos na ampulheta...
um tic a menos no relógio da vida...meu único consolo?...ter feito tudo que pude...
e o fiz melhor que pude...minha frustação?...não ver quem fez isso comigo...
tudo fica leve demais...suave demais...tranquilo demais...
mas antes do derradeiro final...consigo sentir o perfume...reconhecido...
mas minha surpresa agora é irrelevante...o frio me toma por completo...
a solidão e a tristeza também...apenas uma pergunta fica marcada em meus lábios...
Por quê??....não encontro resposta...
apenas medo e dor....
finalmente as luzes se apagam...."
um buraco...não sei se estou vivo...ou morto...prestes a cair no abismo...
pra não retornar mais...dor indescrítivel no peito...parece uma uma lança à trespassar-me...
como se um punho estivesse diretamente apertando meu coração...
com uma força inimaginável...dor que lacera minha sanidade...enfraquece o pensamento...
faz o coração morrer...a alma congelar...meu corpo arquea para frente...
como se estivesse murchando...como uma flor mal cuidada...
fruto dessa dor que entorpece...parece um filme na minha mente...tudo se repete...
em câmera lenta...de novo...de novo...e de novo...parece que estou à beira da morte...
quando tudo à sua volta esfria...você nao sente mais nada...só vê uma luz distante...
e alguém em um manto negro se aproximar...você se sente invadido por um medo...
que aos poucos toma conta de tudo ao seu redor...tudo que você imaginou...acreditou...
realizou...nada disso tem importância agora...tudo me foi tomado sem que eu esperasse...
inclusive minha alegria...da qual eu sempre estivera pleno...
e da qual sempre fiz com que os outros compartilhassem...eu tentei...sempre...eu tentei...
essa dor parece pequenos dardos gélidos...que me atingem inclementes...sempre no alvo...
no coração...que já não bate uniforme...dá sinais de cansaço...de se entregar...
minhas pernas vacilam, já sem forças...eu me entrego...à tristeza...à solidão...ao frio...à dor...
o meu apego parece em vão agora...nada justifica tentar mais...é o fim...
consigo ver ainda a ponta da lança...aparecer no meu peito...o sangue jorrar...
a vida esvair-se...cada gota é um grão a menos na ampulheta...
um tic a menos no relógio da vida...meu único consolo?...ter feito tudo que pude...
e o fiz melhor que pude...minha frustação?...não ver quem fez isso comigo...
tudo fica leve demais...suave demais...tranquilo demais...
mas antes do derradeiro final...consigo sentir o perfume...reconhecido...
mas minha surpresa agora é irrelevante...o frio me toma por completo...
a solidão e a tristeza também...apenas uma pergunta fica marcada em meus lábios...
Por quê??....não encontro resposta...
apenas medo e dor....
finalmente as luzes se apagam...."
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